Voce está em: Estudos Bíblicos - Obras da carne e fruto do Espírito

Semente da vida/Departamento de ensino
Estudo Bíblico
Tema: Obras da carne e fruto do Espírito

Aula nº23

Assunto: Benignidade

INTRODUÇÃO:
O assunto deste estudo é a benignidade, uma palavra bastante parecida com a bondade que estudaremos na próxima aula. Você irá perceber que a benignidade está relacionada com o julgar as ações das pessoas.

DEFINIÇÃO:
Uma boa ajuda para que você entenda o que é benignidade, é ver o seu antônimo. Outra ajuda é compreender a diferença entre benignidade e bondade.
1) O oposto de benignidade é malignidade, aquele que não é benigno é maligno. O contrário de bondade é maldade, ou seja, aquele que não é bom, é mau!
Se você percebeu bem, a benignidade e a malignidade (bem ou mal) são interiores, estão ligadas ao sentimento, enquanto que a bondade e a maldade (bom ou mau) são qualidades exteriores, falam de ação.
2) Existe uma grande diferença entre benignidade e bondade, embora sejam termos bastante parecidos.
Benignidade é a disposição em ser bondoso com o próximo. Significa excelência de caráter, pensar bem a respeito das pessoas (daí o fato de estar ligada com o julgar).
Ser benigno significa também ser flexível. Deus não quer que sejamos demasiadamente exigentes (fardo pesado sobre os discípulos) e inflexíveis.
Bondade é a ação de ser bom, gentil e reto para com o próximo.
Devo pensar benignamente e agir com bondade.

A RELAÇÃO ENTRE A BENIGNIDADE E O JULGAR O PRÓXIMO.
Se nós aprendemos na definição acima que a benignidade é a disposição em ser bondoso, é pensar bem a respeito do próximo; significa então que não devemos julgar as pessoas.
Este julgar (que inclusive foi proibido pelo Senhor Jesus em Mt 7. 1-5) fala de tirar conclusões precipitadas a respeito de alguém ou de algum fato. O julgar proibido pelo Senhor refere-se ao fato de falarmos de algo que não sabemos ou não temos certeza.
Para estarmos dispostos a agir de maneira bondosa com alguém, devemos pensar benignamente com relação a este alguém.
Exemplo: o irmão fulano faltou ao culto e é obreiro. Pelo fato de ter faltado sem motivo em outra oportunidade os demais obreiros comentam a respeito do fato dizendo que o referido irmão é negligente, etc...
O pastor então já decide disciplinar o irmão. Para surpresa de todos chega a noticia que o irmão havia faltado ao culto por ter sofrido um acidente grave.

IRMÃO; procure sempre pensar o bem quando você estiver diante de um fato que desconhece! Isto não quer dizer ser imprudente! Esteja sempre disposto a ser bondoso com o próximo.  

Cuidado!
Não confundir a passagem de Mateus 7. 1-5, com o fato de não exercer a disciplina eclesiástica! A passagem citada anteriormente fala do julgar precipitadamente (falar do que não sabemos), no entanto, a mesma Bíblia manda que julguemos as questões internas da igreja local bem como exercermos a disciplina eclesiástica!
Leia sobre este assunto (julgar e disciplinar), leia o texto de ICoríntios, capítulos 5 e 6.

A RELAÇÃO ENTRE A BENIGNIDADE E A FLEXIBILIDADE
Vimos anteriormente que o crente benigno é flexível; isto se deve ao fato do coração cheio do Espírito Santo sempre estar disposto a ser bondoso. Antes de sabermos a intenção de alguém, devemos agir com uma disposição a perdoar e a agir com brandura e gentileza.

           Lembre-se: as pessoas são todas diferentes e “cada caso é um caso!”.

  

Exemplo: Quando chega ao seu conhecimento de que alguém fez algo contra você, converse com a tal pessoa indo até ela com o coração disposto a reconciliar.
Quando o pastor vai aplicar a disciplina em alguém, deve sempre visar à restauração desta pessoa e sempre olhar com olhos benignos.

A BENIGNIDADE DE DEUS
Deus é benigno, pois ele está sempre disposto a agir com bondade para conosco, entretanto, a sua benignidade tem um sentido mais pleno, pois devido a sua onisciência, ele sabe perfeitamente as intenções do coração do homem.
Não se esqueça do conceito de benignidade: Disposição em ser bondoso com o próximo. Embora Deus conheça o nosso coração, ele nos ama e sempre está disposto a ser bondoso, isso nos serve de modelo; independente do que o meu próximo pensa a meu respeito, devo sempre estar disposto a ser bondoso para com ele.

CONCLUSÃO:
Vimos nesta aula o conceito da benignidade e a sua diferença em relação à bondade.
Você sempre ganhará sendo benigno (Pv 11.17 ). Somente um coração cheio do Espírito Santo pode ser assim.
O julgar precipitado; a inflexibilidade e os pensamentos malignos não devem fazer parte da vida do cristão!

Nunca se esqueça que as intenções do Senhor sempre são benignas ao nosso respeito(Jr 29.11; Lc 6.33,19.10; Jo 3.16,17-Deus sempre deseja que o homem se arrependa e seja salvo) e nunca se esqueça também das palavras ditas pelo nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo em Mt 7.2