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Seminário de escatologia - Parte IV
Análise do Apocalipse
Aula nº 14
Assunto:
Babilônia

I – Introdução
Amados; para que vocês possam entender melhor o simbolismo que é usado nos capítulos 17 e 18 do livro do Apocalipse, estaremos dedicando esta aula a um estudo sobre a Babilônia.

II- A origem da cidade da Babilônia e do seu sistema religioso
A Bíblia nos conta que a origem da Babilônia remonta aos primórdios da história da humanidade; seu fundador foi Ninrode (Gn 10.1; 6-12). Este homem decidiu fundar um reino em desobediência à ordem que fora dada pelo Senhor em Gn 9.7.
Ninrode foi o primeiro a começar a ser famoso sobre a Terra, ele deu início a primeira tentativa de unificação dos homens sob um único governo sem Deus.
Conta-nos a Palavra do Senhor que Ninrode decidiu construir uma torre cujo cume chegasse ao céu, esta torre seria o símbolo de seu poder e afronta contra Deus; ela deveria funcionar como uma espécie de sede do seu “império”.
Esta torre também seria usada como uma forma de adoração mística, pois em seu topo seriam adorados os astros. Sabemos disto através dos achados arqueológicos de civilizações antigas (principalmente naquela região), que igualmente construíam monumentos do tipo “torres” chamadas zigurates, em cujo topo foram encontradas pinturas do zodíaco. A civilização da Mesopotâmia empregou nos seus estágios iniciais tijolos de barro cozido, pouco resistentes, o que explica o alto grau de desgaste das construções encontradas.


O zigurate da cidade de Ur é um dos que se
conservaram em melhor estado, graças a    
Nabucodonosor II, que ordenou sua reconstrução depois que os acádios o destruíram. O templo consistia em sete pavimentos e o santuário ficava no terraço.  Acredita-se que na reconstrução tentou-se copiar a famosa Torre de Babel.

Observamos nisso a implantação de um sistema de culto idólatra sem Deus.
Vale lembrar ainda que a torre, pelo projeto da sua altura, indiretamente também era uma forma de afronta, no sentido de livrar-se de um possível novo dilúvio.
O termo hebraico “Babhel” é traduzido por “Babilônia”, com exceção de Gn 10.10; 11.9, baseado no grego “Babylon”; o termo significava “Porta de Deus”, mostrando que os seus edificadores orgulhosos desafiavam ao Senhor e tinham a intenção de ter o seu próprio culto, porém o Senhor ao desfazer o intento deles impedindo a continuação da construção da torre, aproveitando a palavra usada, e, dando-lhe um novo significado derivadamente baseando a palavra numa raiz semelhante, também a chamou “confusão”.
A arqueologia tem desenterrado os restos da Torre de Babel; esta se tornou símbolo do orgulho humano, de confusão religiosa e da rebelião contra Deus.
Continuando o nosso estudo; Ninrode (fundador da Babilônia antiga) ficou famoso, ele começou a ser poderoso na Terra e desejava que o seu nome fosse conhecido (Gn 10.8,9; 11.4). Conta-nos a história que ele casou-se com Semíramis, que é a mesma deusa chamada de Astarte; Astarote; Asera; Isis; Istar; Afrodite; Vênus; Diana; Rainha do céu; e muitos outros nomes, variando os mesmos de acordo com os povos e também com o passar dos anos.
A negação a Deus foi manifestada através de Ninrode e Semíremis; na verdade Satanás achou “brecha” no coração do homem para organizar futuramente uma falsa religião, uma igreja falsa que fosse edificada em um sistema que possuísse igualmente uma falsa trindade.
Da união entre Ninrode e Samíramis, nasceu Tamuz.
De acordo com as lendas que envolvem o início dos ensinos religiosos da Babilônia, Semíramis, esposa de Ninrode, era filha do “deus peixe” Deceto, também chamado de Dagon. Após o assassinato de Ninrode, Semíramis, mesmo sendo ainda virgem, deu à luz a Tamuz. Segundo ela, Tamuz era o seu marido reencarnado.
Imediatamente depois do nascimento do seu filho, Semíramis proclamou a divindade de seu marido, afirmando que Tamuz era o pai reencarnado, logo, ela era a própria mãe de deus!

O sistema de religião da Babilônia tinha uma falsa trindade, sendo objeto de culto o supremo pai, a mulher como rainha do céu, e o seu filho, sendo que os mais cultuados eram os dois últimos, visto que o supremo pai, segundo o conceito deles, não intervinha nos assuntos mortais.
Notamos que destes ensinamentos surgiu o culto à virgem mãe e ao menino deus.
Após a raça humana ter sido espalhada com a confusão das línguas, os homens carregaram em seus corações os ensinamentos religiosos da Babilônia. Podemos ver estes vestígios na presença do culto a virgem e ao seu filho em vários povos antigos anteriores a era cristã. Depois disso Deus chamou a Abraão para que representasse o único e verdadeiro Deus e a sua descendência anunciasse a respeito do Senhor e a sua vontade entre todas as nações.
Vejam os exemplos do culto primitivo à deusa mãe e ao menino deus nos achados arqueológicos logo abaixo:

A própria nação de Israel, nos períodos de apostasia, adorou a rainha do céu e também a Tamuz. Isto nos mostra que esta história de “rainha do céu” já é velha!
Leia os textos a seguir e perceba a presença do culto à rainha do céu e à Tamuz; repare ainda o quanto isto aborreceu ao Senhor e trouxe destruição para Israel. Jr 7.18; 44.15-27; Ez 8.14
O símbolo franciscano usado por muitos católicos foi herdado do culto ao menino Deus. A letra Tau é a inicial de Tamuz!

III- A penetração e assimilação do misticismo e dos rituais Babilônicos

III.1- O trono de Satanás em Pérgamo (Apocalipse 2.12,13)
Será coincidência que o trono de Satanás é mencionado em Pérgamo no livro do Apocalipse?
Vejamos...
A cidade de Pérgamo foi doada ao império romano em 133ac por Atallus III; a cidade era considerada pela lenda como a cidade natal do deus Júpiter e havia nela uma grande quantidade de templos; um dos principais era dedicado ao deus Esculápio. Havia ainda templos dedicados a deuses gregos, tais como: Zeus; Atena e Dionísio. Não podemos deixar de mencionar o culto ao imperador.
A influência da Babilônia na transformação da cidade de Pérgamo em trono de Satanás, e, posteriormente, a transformação de Roma na grande prostituta, remonta ao ano 487ac, quando a hierarquia religiosa da Babilônia fugiu para a cidade de Pérgamo por causa dos Persas.
De Pérgamo, o Supremo Pontífice da Ordem Babilônica transmitiu por lei toda a sua autoridade sacerdotal e domínio à hierarquia babilônica de Roma, tornando os césares  Pontífices Máximos e Soberanos Pontífices dessa organização idólatra.

Repare o caminho do Sumo Pontífice da Ordem Babilônica:

Babilônia   Pérgamo    Roma
            Fuga devido ao domínio Persa                      Transferência do título
                                                                                                para os césares

O primeiro a receber tal título foi Júlio César. Os imperadores romanos ostentaram este título com todos os seus rituais ocultistas até Graciano, entretanto, este último, em 376dc, achou que não convinha a um imperador que se dizia cristão, possuir o título de sumo Pontífice de uma organização idólatra Babilônica, por isso renunciou ao título, logo uma grande confusão foi gerada, então a autoridade foi outorgada ao bispo de Roma, chamado Dâmaso, no ano de 378dc, o qual aceitou prontamente.
O bispo de Roma tornou-se Sumo Pontífice, desta forma o poder ocultista foi conferido a uma autoridade que se dizia cristão.
Repare que o poder papal realmente tem origem na Babilônia. É algo diabólico e não cristão!
III.2- O catolicismo romano e a sua constante paganização.
Desde que Constantino veio a ser imperador e declarou o cristianismo como religião oficial do império que a idolatria e os rituais da Babilônia têm penetrado no sistema católico romano, entretanto, foi com a assimilação declarada do sacerdócio Babilônico pelo bispo de Roma que a paganização penetrou de modo avassalador no “cristianismo” romano.
O uso da mitra dos sacerdotes pagãos que era usada em honra ao deus peixe Dagon começou a ser usada no quarto século. O catolicismo está impregnado de rituais e elementos do culto babilônico.
A mitra simboliza a boca do peixe e era usada pelo sacerdote pagão. Esta mesma mitra é colocada na cabeça dos papas até hoje! Veja as imagens abaixo:

III.3- A evolução da paganização da Igreja Católica Apostólica Romana
Observe na seqüência da próxima página a evolução da idolatria e do ocultismo no romanismo, impregnado de rituais Babilônicos.


Séc.

Ano

Ritual ou Dogma

IV

370

Culto aos santos; primeiros indícios do incensário; paramentos e altares.

IV

381

Decreto de adoração à virgem Maria

IV

400

Oração pelos mortos e sinal da cruz

V

431

Maria é proclamada “mãe de Deus”

VI

593

O dogma do purgatório começa a ser ensinado

VI

600

Latim passa a ser a língua oficial das celebrações litúrgicas

VII

609

Começo histórico oficial do papado

VIII

758

Confissão auricular introduzida por religiosos orientais

VIII

789

Culto às imagens e relíquias

IX

819

Festa da assunção de Maria

IX

880

Canonização de santos

X

998

Estabelecido o dia de finados

X

998

Quaresma

X

1000

Cânon da missa

XI

1074

Proíbe-se o casamento para sacerdotes

XI

1075

Os sacerdotes casados devem divorciar-se, compulsoriamente cada um de sua esposa

XI

1095

Indulgências plenárias

XI

1100

Pagamento de missas e culto aos anjos

XII

1115

A confissão é transformada em artigo de fé

XII

1125

Aparecem as primeiras idéias da imaculada conceição de Maria

XII

1160

Estabelecidos os sete sacramentos

XII

1186

O concílio de Verona estabelece a “santa inquisição”

XII

1190

Estabelecida a venda de indulgências

XII

1200

Uso do rosário por são Domingos; chefe da inquisição

XIII

1215

Transubstanciação é transformada em artigo de fé

XIII

1220

Adoração à hóstia

XIII

1226

Introduz-se a elevação da hóstia

XIII

1229

Proíbe-se aos leigos a leitura da Bíblia

XIII

1264

Festa do sagrado coração

XIV

1303

A Igreja Católica Apostólica Romana é declarada como sendo a única verdadeira, e somente nela o homem pode encontrar a salvação

XIV

1311

Procissão do santíssimo sacramento e a oração da Ave-Maria

XV

1414

Comunhão com um só elemento. O cálice fica somente para os sacerdotes

XV

1439

Os sete sacramentos e o dogma do purgatório são transformados em artigos de fé

XVI

1546

Conferida à tradição autoridade igual à da Bíblia

XVI

1562

Missa é oferta propiciatória. Confirmado o culto aos “santos”

XVI

1573

É conferida canonicidade aos livros apócrifos

XIX

1854

Definição do dogma da imaculada conceição de Maria

XIX

1864

Declaração da autoridade temporal do papa

XIX

1870

Declaração da infalibilidade papal

XX

1950

A assunção de Maria é transformada em artigo de fé

XX

2007

Bento XVI reafirma que somente a Igreja Católica Apostólica Romana é a Igreja verdadeira e somente nela há salvação

Como você pode perceber, a paganização do romanismo foi aumentando cada vez mais. Pouco depois do título de Pontífice máximo ser recebido pelo bispo de Roma em 378dc, menos de dois anos após, em 381dc, veio o decreto da adoração da virgem mãe, seguindo-se o ritual babilônico e o costume de outros povos pagãos que igualmente, sob a influência da religião da Babilônia, também adoravam a mãe com o seu filho.

         A imagem ao lado pode ser facilmente confundida com as imagens usadas na Mariolatria em nossos dias, entretanto trata-se da imagem da deusa Cibele.

         Observe ainda nas gravuras abaixo, mais elementos do ocultismo sendo assimilados pelo Sumo Pontífice Romano até hoje. Como exemplo; a deusa Afrodite (fertilidade;sexo) é representada por uma ostra, este mesmo símbolo é visto na roupa do papa. Por que?

 

Geralmente os cultos pagãos, em sua grande maioria, eram impregnados de orgias que eram feitas em honra aos deuses da fertilidade.
Podemos observar este fato também na construção de monumentos que simbolizavam o órgão sexual masculino ereto (falo). Estes monumentos, chamados de obelisco, são vistos ainda hoje em praças, especialmente diante de catedrais ou paróquias católicas, tal como nas imagens a seguir...

A adoração ao sol também foi assimilada, sendo representada no ostensório e na hóstia. O que os católicos dizem ser Jesus (? Absurdo!), não passa de uma representação do disco solar, tal como na idolatria pagã.

IV- Conclusão:
Por tudo o que observamos nesta aula, podemos concluir a respeito da Babilônia que:
1º-É símbolo de confusão
2º-É símbolo de afronta contra Deus
3º-Influenciou as práticas ocultistas das demais religiões falsas
4º-Na antiga Babilônia podemos observar a primeira tentativa de formação de um único governo
5º-Na antiga Babilônia podemos observar a primeira tentativa de implantação de uma religião única e falsa
6º-Na antiga Babilônia Satanás tenta implantar o “embrião” de uma falsa igreja apóstata baseada na adoração de uma falsa trindade, para causar confusão quanto ao cumprimento das profecias bíblicas referentes à vinda de um salvador.
7º-O culto romanista está impregnado com o ritual babilônico.

Amados irmãos; creio que as informações desta aula serão úteis para o estudo do capítulo 17 do livro do Apocalipse que estaremos realizando na próxima aula.