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Seminário de escatologia - Parte IV
Análise do Apocalipse
Aula nº 13
Assuntos:
 Análise dos capítulos 14 a 16.21
Fim do terceiro parêntese
As sete taças
O final da Grande Tribulação

I – Introdução
Antes de prosseguirmos com a análise do livro, devemos lembrar que até o versículo 20 do capítulo 14 ainda estamos dentro de um dos parênteses do livro.
Para que você tenha uma idéia sobre a colocação dos parênteses, a seguir trago as duas formas mais aplicadas, a saber:

1ª opção (mais correta e mais usada)

Cronológico: 1.1- 6.17
(Os capítulos 4 e 5  mostram a igreja no céu após o arrebatamento; mas não podem ser contados como um parêntese no livro por estarem em ordem cronológica em relação ao capítulo anterior. Enquanto a Igreja está no céu, na Terra começa a tribulação.)
1º parêntese: 7.1-17
Cronológico: 8.1-9.21
2º parêntese: 10.1- 11.14
Cronológico: 11.15-19
3º parêntese: 12.1-14.20
Cronológico: 15.1- 16.21
4º parêntese: 17.1- 18.24
Cronológico: 19.1- 22.21

2ª opção (menos usada)

Cronológico: 1.1- 3.22
1º parêntese: 4.1- 5.14 (Os capítulos 4 e 5 mostram o detalhe da igreja no céu após o arrebatamento; podem ser considerados como um pequeno parêntese, pois, apesar de seguirem em ordem cronológica o capítulo três, são paralelos aos eventos que ocorrem na Terra durante a tribulação)
Cronológico: 6.1-17
2º parêntese: 7.1-17
Cronológico: 8.1-9.21
3º parêntese: 10.1- 11.14
Cronológico: 11.15-19
4º parêntese: 12.1-14.20
Cronológico: 15.1- 16.21
5º parêntese: 17.1- 18.24
Cronológico: 19.1- 22.21

*Para efeito de prova e aprendizado em nossas igrejas, adotaremos a forma com quatro parênteses. Independente da opção escolhida, o importante é sabermos que existem estes parênteses no livro com o objetivo de contar detalhes sobre eventos já narrados ou eventos que ainda serão relatados. É importante sabermos que é usado este tipo de estilo na narração para que não venhamos a nos perder na interpretação.


Prossigamos com o nosso estudo...

II - Análise do capítulo 14

14.1-5- O capítulo encontra-se dentro do parêntese que começou no capítulo 12.
Muitos perguntam a respeito deste grupo de 144.000. Trata-se do mesmo grupo encontrado no capítulo 7.1-8.
Estes versículos têm como objetivo mostrar que o grupo que foi marcado pelo Senhor no início da grande tribulação permanecerá intacto até a volta do Senhor. Lembre-se que será narrado sobre as sete últimas pragas da grande tribulação que serão derramadas no final deste período, portanto, este parêntese é um conforto para o remanescente judeu que foi selado por Deus.
4- “não se macularam com mulheres, porque são castos”
Simboliza os que não se prostituíram com os ídolos, permanecendo fiéis a Deus.

14.6-20- Estes versículos também avançam até o fim, sendo uma forma resumida de anunciar o desfecho do derramar do juízo de Deus sobre a Terra.
A revelação que se segue é dada antes da visão do derramar das sete taças. Deus assim o faz para animar os seus servos diante da expectativa das horrendas coisas que hão de acontecer com o transbordar final da ira do Senhor sobre a Terra.
O juízo de Deus para os justos é verdadeiro, é livramento e salvação; mas para os incrédulos é tremor, angústia e condenação.
Em meio a grande aflição é proclamada uma mensagem de esperança e com a voz dos anjos anuncia-se que:

1º) v.6,7- É chegada a hora do juízo. Os homens precisam se arrepender!
Este desfecho não é algo improvisado, mas faz parte de um plano existente antes da fundação do mundo; faz parte de um Evangelho que é eterno.
.
“É chegada a hora” - Mais uma vez Deus fala das coisas futuras como se já tivessem acontecendo enfatizando assim a veracidade da sua Palavra.

Sobre a expressão “O Evangelho eterno”; podemos afirmar que:
Evangelho sempre significa boas novas!
Evangelho de Jesus Cristo: Boas novas da salvação pela fé em Cristo
Evangelho do Reino: Boas novas do reino de Cristo que está para chegar
Evangelho Eterno: Boas novas do plano eterno que está para se cumprir
Sempre o Evangelho trará boas notícias e não é diferente neste capítulo, no caso deste versículo, a mensagem é o anuncio do juízo de Deus eminente e o convite ao arrependimento.
O sentido da eternidade do Evangelho recua à eternidade passada, visto que Deus é soberano e tudo planejou; mas também avança até a eternidade futura, porque os seus efeitos são eternos.
Outros eventos são anunciados na seqüência que são novas de alegria para os justos...

2º) v.8- Pré-anunciada a queda de todo o sistema de governo humano sem Deus, tanto sob o aspecto político como comercial.
Este versículo se cumprirá no capítulo 18.

3º) v.9-12- Pré-anunciada a condenação da Besta e de seus adoradores.
Os seguidores da Besta receberão a mesma condenação eterna que ela, e os santos são chamados a perseverar.
O anúncio antecipado da condenação eminente dos adoradores da Besta e de todos os que receberem a sua marca é um incentivo à perseverança dos santos diante das terríveis pragas que ainda serão derramadas.
Isto nos lembra das palavras do Senhor em Mateus 10.28: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.”.
Os versículos de 9 a 11 se cumprirão no capítulo 19.20

4º) v.13- Um consolo para os mártires da tribulação.

5º) v.14-20- Pré-anunciada a colheita na Terra. Será feita a separação entre justos e perversos. Somente os justos herdarão o Reino.
Esta colheita atinge tanto gentios quanto judeus.

A colheita será feita dentre os gentios (14-16)
Serão separados os bodes das ovelhas.
v.14- Jesus
vs.15 e 16- É chegada a hora da ceifa- Jesus é o juiz!
Isto é mais um consolo para os fiéis, ainda que sofram lutas terríveis, somente eles herdarão o reino que está por vir!

A colheita será feita dentre os judeus (17-20)
O Israel apóstata será destruído!
Videira - Israel
As uvas já estão amadurecidas; ou seja, tudo acontece dentro do tempo determinado pelo Senhor.
Quem pisa no lagar é o próprio Senhor Jesus! (ver Is 63.3; Ap 19.15).
Este texto nos leva aos eventos relacionados com a vinda do Senhor e o Armagedom em Ap 19.15-21
Obs.: Um estádio romano é igual a 185 metros

III- Análise do capítulo 15- Fim do 4º parêntese
Encerra-se o terceiro parêntese com o fim do capítulo 14. Retornamos a ordem cronológica do livro com o capítulo 15.

v.1- Este capítulo inicia-se com o preparo dos sete anjos que tinham as sete taças para serem derramadas com as últimas pragas. Quando for concluído o último flagelo, Jesus retorna à Terra.

v.2-4- Cântico de vitória dos remidos.
Os vencedores aqui, são os que saem da tribulação.
No capítulo 6, na abertura do 5º selo, os mártires pedem vingança. Este fato localizava-se no início da tribulação; entretanto, o capítulo 15 caminha para a conclusão dos juízos de Deus sobre a Terra durante a Grande Tribulação, logo, os mesmos mártires agora não pedem mais por justiça, mas adoram àquele que faz justiça! O capítulo 15 encontra-se no fim da Tribulação, o derramar das taças concluirá a mesma.

v.5-8- “Depois destas coisas”, ou seja, isto nos mostra claramente a ordem cronológica dos fatos.
O juízo parte do trono de Deus.
É feita uma introdução ao relato dos sete últimos flagelos.

VI- Análise do capítulo 16- As sete taças- O fim da tribulação

v.1- Este capítulo nos mostra o derramamento das sete taças.

v.2- Primeira taça
São atingidos apenas os que seguem a besta, ou seja, significa que no final da tribulação ainda sobreviverão alguns dentre as nações.

v.3- Segunda taça
Desta vez não sobra nenhum ser vivo no mar

v.4-7- Terceira taça
As fontes de água são contaminadas e seus recursos acabam
Mesmo com a seriedade deste juízo, Deus é declarado justo!

v.8-9- Quarta taça
O sol queima os homens
Provavelmente os efeitos sobre a camada protetora de Ozônio aumentarão sobremaneira!

v.10-11- Quinta taça
O juízo atinge diretamente o governo da Besta, e, com isto, o seu reino mergulha em trevas intensas, ou seja, sofrimento e angustia por toda parte; nenhuma perspectiva boa haverá, e sim uma expectativa sombria em todos os aspectos.
O sofrimento neste período será inimaginável!
Repare que, apesar de todo sofrimento, os homens não se arrependem e blasfemam contra Deus.
Podemos observar que:
Nem sempre o sofrimento produzirá arrependimento, isto dependerá do coração do homem.
Nem sempre as pessoas reconhecem que Deus é justo. Vemos isto ao nosso redor; os homens não querem que Deus seja o Senhor de suas vidas, não acreditam em Deus e não buscam a sua face; mas acusam à Deus de todos os problemas que acontecem na Terra.
Durante a tribulação não será diferente, ou melhor, será pior! Quanto mais o mundo mergulha nas trevas, mais os homens acusam a Deus!

v.12-16- Sexta taça
Preparo para a batalha do Armagedom que envolverá todas as nações.
O Eufrates seca-se para que os reis vindos do oriente possam marchar até Israel.
A peleja do Grande Dia do Deus Todo-Poderoso refere-se à batalha do Armagedom; quando Jesus voltará à Terra e os exércitos do mundo tentarão futilmente lutar contra o Cordeiro.

v.17-21- Sétima taça
“Esta feito!”; ou seja, com o derramar da última taça estará concluída a ira de Deus sobre a Terra.
Um terrível terremoto tal como nunca houve. Este terremoto abalará todo o planeta a ponto de submergir ilhas e os montes serem destruídos.
Este terremoto é acompanhado de uma grande saraivada (chuvas de pedras). As pedras pesarão um talento (1 talento na época em que foi escrito o livro equivaleria hoje a 40 Kg; soma-se a este peso a sua relação com a velocidade da queda e a altura).
Neste ponto a Babilônia político-comercial será destruída pelo Senhor.
Este último flagelo é extremamente terrível e os homens blasfemam contra Deus!
Sabemos que após a conclusão destes flagelos Jesus virá e dará fim a Tribulação. Antes de ser relatada a volta de Jesus no capítulo 19, é colocado um novo parêntese (quarto e último) no livro. Este parêntese abrangerá os capítulos 17 e 18 e tratará do destino das duas babilônias, a saber: A Babilônia religiosa e a Babilônia político-comercial.

Este último parêntese será o assunto das nossas próximas aulas.