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Seminário de escatologia - Parte IV
Análise do Apocalipse
Aula nº 4
Assunto: As sete Igrejas da Ásia Menor - Parte 2
Análise do capítulo 3

I- Introdução:
Nesta aula estaremos meditando nas três últimas cartas que estão no capítulo 3 do Apocalipse, a saber: Sardes, Filadélfia e Laodicéia. Assim como Tiatira, estas três últimas igrejas também existirão até o arrebatamento, porém apenas uma delas subirá para encontrar-se com o Senhor.

II- Apocalipse 3. 1-22- Os três últimos períodos da história eclesiástica

II.1 - A quinta carta: Sardes
Sardes significa renovado, no latim: O sol, o príncipe do gozo. Esta igreja corresponde ao período que compreende da reforma protestante até o grande avivamento missionário mundial. Podemos datar de 1517dc até 1750dc aproximadamente. Jesus se apresenta como aquele que tem a plenitude do Espírito a uma igreja que estava morta; também frisa que os líderes estão em suas mãos.
A reforma começou bem; uma resposta contra as abominações do catolicismo, porém, logo se desviou do propósito divino. Muitos aceitaram a proteção de reis e o uso da força como resposta a perseguição. O humanismo penetrou também na igreja e o formalismo exagerado tomou conta extinguindo a obra do Espírito Santo. Suas obras não foram íntegras diante do Senhor!
As igrejas resultantes da reforma que insistem em manter a sua inflexibilidade são atualmente igrejas sem vida.
Assim como nas fases anteriores, existe um restante (v.2) que ainda não morreu. Podemos perceber que o remanescente é pequeno (restante), são poucos os que permaneceram no verdadeiro ideal da reforma; ou seja, trazer de volta a pureza do Evangelho e tornar a Palavra de Deus acessível a todos os cristãos (v.4).
Vemos na promessa ao vencedor um caráter um tanto negativo: “de modo nenhum apagarei o seu nome do livro da vida” .
Existe ainda a promessa de santidade (vestes brancas) e também a confissão diante do Pai e dos seus anjos que mostram que em Sardes ainda havia aqueles que pertenciam ao Senhor.

II.2 - A sexta carta: Filadélfia
A palavra Filadélfia vem do grego e significa amor fraternal; amor entre os irmãos.
Esta igreja corresponde ao período que vai aproximadamente do ano de 1750dc até o arrebatamento. Assim como Sardes sai de Tiatira, Filadélfia sai de Sardes. Esta é a Igreja verdadeira no meio da Igreja professante. Filadélfia é o símbolo da Igreja que será arrebatada.
Em sua saudação, Jesus deixa claro o triunfo final da Igreja, isto nos lembra as palavras do Senhor em Mt 16.18 .
Filadélfia tem como características marcantes:
A) Pouca força – Sua força não é aparente, não está no mundo, mas em Jesus! Isto é bem diferente das Mega-igrejas que vemos por aí, dotadas de dinheiro e cobertas pela política e pela mídia. Filadélfia é simples!
B) Guardou a Palavra de Deus – Essencial para a Igreja que será arrebatada.
C) Não negou o nome do Senhor – Existem várias formas de se negar a Jesus; como, por exemplo, distorcendo a sua palavra, vivendo um falso testemunho cristão, sendo conivente com o mundo, etc...
Filadélfia não vive cheia de dinheiro neste mundo; mas um dia todos saberão o quanto Deus a ama.
v.10- Este versículo trás a promessa do arrebatamento para Filadélfia.
v.12- Quando um rei conquistava uma cidade, para marcar a sua vitória, erigia uma coluna com o seu nome. Cristo nos fará colunas, ele nos conquistou e a nossa vida será um marco da sua vitória!

II.3 - A sétima carta: Laodicéia
A palavra Laodicéia vem do grego e significa “justiça do povo”, “governo do povo”. Esta época não tem um começo muito preciso, porém sabemos que é recente. Este monstro começou a se formar neste penúltimo século e vai mostrar a sua face quando a igreja verdadeira for arrebatada, logo, Laodicéia ficará na terra durante a tribulação. Laodicéia caminha junto com Filadélfia no mundo, entretanto elas não possuem comunhão.
Quem dirige Laodicéia não é o Espírito Santo e sim o povo; mas...  “A voz do povo NÃO é a voz de Deus!”. Laodicéia procura satisfazer a vontade do homem, suas pregações satisfazem o ego humano, mas estão distantes da verdade.
Jesus se apresenta como o amém, ou seja, este é o último estágio da igreja professante. A maioria das igrejas que se dizem cristãs estão se afastando da verdade. Lembre-se que os períodos se referem à Igreja professante, mas a Igreja verdadeira invisível sempre existiu e permaneceu fiel em cada período, Deus sempre conserva um remanescente.
Características:
A) Morna – Ser morno é pior, pois acha que é salvo, mas na verdade não é; não aceita ajuda porque diz que está bem.
B) Rica e próspera – Ela ama o dinheiro! Lembramos da aberrante teologia da prosperidade. Acha-se auto-suficiente; “seu dinheiro pode comprar tudo”.
C) Aos olhos de Deus é... Infeliz, miserável, pobre, cego e nu.
v.18- Laodicéia precisa passar por provas para que mude e seja verdadeiramente rica! A verdadeira riqueza não é possuir bens nesta vida, mas possuir Jesus no coração!
Esta igreja precisa de santidade e discernimento.
Mesmo em Laodicéia ainda há esperança para quem se arrepender a tempo.
v.20- Concluímos que se Jesus está batendo na porta, significa que ele está do lado de fora, ou seja, Deus não está dentro desta Igreja. O Senhor quer entrar e ter comunhão (cear).
Para quem se arrepende, há a promessa de reinar com Cristo.

Até o arrebatamento, estarão na Terra: Tiatira (catolicismo), Sardes (protestantismo morto; ecumenismo; humanismo), Filadélfia (Igreja verdadeira) e Laodicéia (modismos, prosperidade, heresias). Somente Filadélfia será arrebatada!

  

A seguir, encerrarei esta aula deixando uma tabela comparativa entre as igrejas para facilitar o estudo...
AS SETE IGREJAS DA ÁSIA MENOR – APOCALIPSE, CAPÍTULOS 2 e 3.

As sete igrejas

Época

Significado

Período

Elogio

Repreensão

Éfeso

Pentecoste até 100dc

Desejável

Do início da Igreja até o fim da era apostólica

Trabalho árduo; perseverança; não suporta os maus; prova os falsos; sofre; não aceita a doutrina dos Nicolaítas

Deixou o primeiro amor

Esmirna

100 dc até 313 dc

Amargura; mirra

Época das grandes perseguições

Tribulação; pobreza material; martírio

Não há

Pérgamo

313dc até 540dc

Casado

Época do favor imperial; início do catolicismo

Retém o nome de Cristo e não negou a fé

Tolerância para com os que ensinam a doutrina de Balaão (idolatria) e doutrina dos Nicolaítas

Tiatira

540dc até 1517dc

Sacrifício perpétuo; oferta contínua

Período da consolidação do poder papal e da idolatria

Muitas obras

Idolatria; não quer se arrepender

Sardes

1517dc até 1750dc

Renovado

Período da reforma

Alguns poucos que não se contaminaram

Morte espiritual

Filadélfia

1750dc até ?

Amor fraternal

Como período, podemos datar aproxima-       -damente a contar dos grandes avivamentos missionários.

Trabalho, simplicidade, pouca força, guardou a Palavra e não negou o nome do Senhor

Não há

Laodicéia

Penúltimo século até ?

Governo do povo

Não se formou totalmente; vemos o seu início no péssimo testemunho cristão, heresias, ecumenismo...

Não há

É morna; Cristo não está dentro dela.